Foi Deus que nos amou primeiro, e seu amor se manifestou na humanização de Jesus.
11/06/2026
1. Quando pronunciamos a palavra coração,
quando escutamos a expressão “de todo coração”,
quando vemos a imagem de um coração: no celular, no gesto das mãos ou o desenho de um coração diante de uma Palavra – o que isso nos sugere? Que mensagem nos passa?
A partir dessas experiências que todos temos, qual o sentido da Celebração do Sagrado Coração de Jesus?
2. Celebrar o Coração de Jesus é celebrar a humanização de Deus.
Se partimos do Mistério da Encarnação, pelo qual o “divino” e o “humano” se fundiram em Jesus de Nazaré – no seio de Maria – então nos encontramos com a surpreendente situação: nosso caminho para o encontro com Deus, o Deus encarnado em Jesus não é o caminho da divinização, mas sim da mais profunda humanização.
Dizer que Deus se encarnou é dizer que Ele se humanizou.
O ponto de encontro entre o divino e o humano, não foi o divino, mas o humano.
É no humano que encontramos o divino. Foi o divino que desceu e não o humano que subiu…
“Ele tinha a condição divina, mas não se apegou à sua igualdade com Deus. Pelo contrário, esvaziou-se a si mesmo, assumindo a condição de servo e tornando-se semelhante aos homens.” (Fl 2,6)
A novidade surpreendente que nos revelam os Evangelhos é que Deus se dá a conhecer na humanidade de um homem, Jesus de Nazaré.
O Deus apresentado e representado por Jesus é um Deus que se faz presente, antes de tudo e acima de tudo na humanidade, no humano dos seres humanos.
Portanto, celebrar o Coração de Jesus é celebrar o mais profundo e íntimo do Mistério da Encarnação do Filho de Deus. (Cfr J.M.Castillo, Vozes 2015)
3. Vejamos brevemente as leituras de hoje (Ev e 1Jo). Diante da crescente rejeição de Jesus, por parte dos fariseus que se julgavam justos e sabidos conhecedores das coisas de Deus, Jesus pôs-se a dizer: “Eu te louvo, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas coisas dos sábios e entendidos e as revelaste aos pequeninos.”
Quem são esses pequeninos? Os discípulos(as), os pobres, os cansados e oprimidos pelo fardo da lei e outras obrigações impostas.
Jesus, pelo contrário, é o Bom Pastor que vai em busca da ovelhinha desgarrada e ferida e a coloca sobre os ombros e a traz de volta ao rebanho. “Eu sou o bom Pastor, conheço minhas ovelhas pelo nome e arrisco minha vida por elas.” (Jo 10,11)
Jesus é o Bom Pastor, que ama suas ovelhas de todo o seu coração.
Paulo Apóstolo na Carta dos Efésios escreve: “Enraizados e alicerçados no amor vocês se tornarão capazes de compreender… qual é a largura e o comprimento, a altura e a profundidade… do amor de Cristo.” (3,18-19)
A realidade nova trazida pela humanização de Jesus só pode ser experimentada na prática e na vivência do amor e amizade social.
A leitura da 1ª. Carta de São João nos ensina: Caríssimos, amemo-nos uns aos outros porque o amor vem de Deus. Quem não ama não conhece a Deus, pois Deus é amor. (1Jo, 4,7)
Foi Deus que nos amou primeiro, e seu amor se manifestou na humanização de Jesus.
Celebremos, pois, o amor misericordioso do Abba! Pai, revelado no coração de seu Divino Filho, Jesus de Nazaré, nosso Divino Salvador!
Canto: Confiemo-nos ao Senhor. Ele é justo e tão bondoso, Aleluia!
Pe. Nadai
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