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Homilia – Pe. Nadai | 19º Domingo Comum

Junto de Jesus sentiam-se seguros e salvos; por isso agradecidos prostraram-se diante dele, dizendo: “Verdadeiramente, tu és o Filho de Deus!”

14/08/2026

“Quando sentiu o vento, Pedro ficou com medo e, começando a afundar, gritou: Senhor, salva-me.” (Mt 14,30)

  1. Neste domingo em que comemoramos o Dia dos Pais, nossa oração invoca Deus como Pai: Deus a quem chamamos de Pai e pedimos que faça crescer em nossos corações o espírito de adoção filial. (o afeto de filhos(as). Amém.

Oração da Coleta

Como é bom e gratificante podermos olhar para Deus e confiantes, aproximarmo-nos d’Ele e chamá-lo de Pai…

Deus meu Pai! Deus minha Mãe! Abba!Pai! Pai de bondade.

Este era o modo como Jesus se dirigia a Deus: Abba! Pai! (expressão de carinho, afeto e muita confiança).

Por isso mesmo nos ensinou a oração do Pai Nosso…

Se é maravilhoso o dom de sermos criaturas de Deus, mais ainda o é, sermos filhos(as) amados do Abba!Pai!

Feliz o filho(a) que desde criança pôde sentir o afeto seguro e certo do abraço paterno e o carinho amoroso do colo materno.

Esse abraço afetuoso do pai; esse colo amoroso da mãe, serão para sempre, sinais de Deus em suas vidas. Sacramentos do amor divino.

  1. 1ª.Leitura – 1Rs 9,9… – Esta leitura nos apresenta a figura de Elias, o profeta, em fuga da perseguição feroz da rainha Jezabel e de seus sequases, porque ele havia invocado fogo dos céus sobre os falsos profetas por quebrarem a Aliança de fidelidade ao único e verdadeiro Deus, o Senhor que havia se revelado a Moisés no mesmo monte em que se encontra agora Elias, o Sinai/Horeb.

Para Moisés, porém, Deus se manifestara na sarça ardente, no fogo e em outros fenômenos grandiosos da Natureza…enquanto para Elias o Senhor se manifesta e se revela, não no vento, nem na tempestade, nem no terremoto, nem no fogo e sim no murmúrio suave de uma leve brisa.

Esse modo diferente e surpreendente de Deus se revelar e se comunicar com o profeta Elias, faz nos pensar em: simplicidade, humildade, interioridade, proximidade; indica-nos que Deus chega até nós envolto no manto do silêncio; envolto em faixas e deitado numa manjedoura, como aconteceu no presépio de Belém.

O salmo 84, repercute e faz ressoar a mesma mensagem: o anúncio do Senhor é de paz, justiça e salvação. Ele está perto de nós…

  1. O Cenário do Evangelho desse domingo – Mt 14,22-33 – é contrastante, são 2 relevos: no primeiro encontramos Jesus no alto do monte, a sós, em oração, depois de despedir a multidão, cuja fome havia saciado com a benção da multiplicação dos pães e curado muitos enfermos de seus males, movido por compaixão, pois pareciam ovelhas sem pastor. Em baixo relevo, vemos os discípulos na barca em alto mar, em apuros, pois havia levantado uma tempestade e ventos fortes eram contrários.

Eis que, ainda de madrugada, Jesus vai em direção aos discípulos andando sobre as águas do mar. Os discípulos, porém, não o reconhecem; estão tomados de medo pelo perigo que correm; mentes confusas, vistas ofuscadas, corações perturbados.

Jesus interpela-os: Coragem! Sou eu. Não tenhais medo.

Pedro, sempre impetuoso lança-se ao mar e caminha em direção a Jesus… Mas seu ímpeto é vencido pelo medo, assim que sentiu o vento, começou a afundar e então gritou forte: “Senhor, salva-me!”

Jesus, prontamente, estendeu a mão e segurou Pedro tirando-o do sufoco e lhe disse: Pedro, Pedro, você ainda é fraco na fé.

Nesse ínterim, houve grande calmaria no mar. Os discípulos, como outrora o profeta Elias, ouviram apenas um leve murmúrio do vento e sentiram em suas faces uma suave brisa.

Junto de Jesus sentiam-se seguros e salvos; por isso agradecidos prostraram-se diante dele, dizendo: “Verdadeiramente, tu és o Filho de Deus!”

Canto:

Se as águas do mar da vida, quiserem te afogar, segura na
mão de Deus e vai.
Se as tristezas desta lida, quiserem te sufocar, segura na
mão de Deus e vai.
Segura na mão de Deus,
Segura na mão de Deus,
Pois ela te sustentará!

Pe. Nadai

 

 

 

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