Mas Jesus é a Pedra fundamental do Edifício da Igreja. Os demais, são servidores do Povo fiel.
28/08/2026
1 – Hoje nossa Celebração tem pelo menos três motivações principais:
2 – A 1ª. Leitura – Is 22,19,23 – 700 a.C.
O profeta Isaías interpela o ministro Sobna, administrador do palácio real, no tempo de rei Helcias: “Tu serás destituído do posto que ocupas e demitido de teu ofício”, porque te corrompeste e te tornaste infiel, praticando a injustiça contra o Povo. Colocarei Eliacim no teu lugar: ele vestirá a túnica e a faixa e receberá as chaves da autoridade para servir o Povo, como pai justo, fiel e amoroso. O Senhor diz e o fará!
Toda autoridade na Escritura deve ser serviço, na busca do Bem Comum aos cidadãos e não a busca do bem estar próprio e vantagens para a própria família e amigos. Essa leitura nos remete ao Evangelho no qual Jesus confere a Simão Pedro, simbolicamente, as chaves do Reino dos céus para o serviço e missão junto ao Povo de Deus, a Igreja.
3 – Evangelho – Mt 16,13-20
Esta passagem é o ponto alto do Evangelho de Mateus. Ele o escreveu para a Comunidade cristã, formada por judeus convertidos, com o objetivo de mostrar que Jesus de Nazaré é o Messias das promessas proféticas. E, que a partir de agora, os cristãos, seguidores de Jesus constituem o Novo Povo de Deus. O Povo da Nova e Eterna Aliança…
Qual o cenário desse Evangelho de hoje? Jesus, depois do martírio de João Batista, decapitado por Herodes, percebe que o cerco se fecha em torno dele e de seus discípulos, na medida em que se aproximam de Jerusalém, pela perseguição do poder político (Herodes) e religioso (autoridades do Templo). Então retarda sua chegada a Jerusalém, indo até Cesaréia (norte da Palestina) e lá estabelece uma roda de conversa com seus discípulos(as)…
Primeiro pergunta, a modo de sondagem: Quem dizem as pessoas que eu sou? Ou, Quem sou eu para o Povo?
Eles vão respondendo: João Batista, que reviveu… Elias… que voltou de seu arrebatamento; Jeremias, enfim um Profeta!
Em seguida, olho no olho, Jesus lhes pergunta: E vós quem dizeis que eu sou? Eles terão se entreolhado em silêncio, até que Pedro toma a palavra e confessa sua fé: Tu és o Messias, o Filho de Deus vivo!
Na verdade, Pedro reconhece Jesus como o Filho de Deus, sua natureza e origem divinas e ao mesmo tempo sua missão o Messias, o Cristo Senhor…
Jesus, admirado e feliz com a confissão de Pedro, continua – Bem aventurado – feliz és tu, Simão, porque esta é uma revelação que vem de meu Pai e não de tua inteligência humana.
Por isso – Tu és Pedro e sobre a pedra (de tua fé) eu edificarei a minha Igreja.
Mais tarde, depois da Ressurreição, além da confissão de fé, Jesus vai colher de Pedro aquela declaração de amor e fidelidade: A pergunta:
Simão, tu me amas? Tu me amas de verdade e mais que teus companheiros? Pedro – Sim, Senhor, Tu sabes tudo, sabes que eu te amo.
Jesus: então: – apascenta minhas ovelhas e meus cordeiros… E acrescenta: Segue-me! Vocação e Missão de Pedro: Coluna Mestra da Igreja e Pastor do Povo de Deus.
Ontem Pedro e Francisco, hoje Leão XIV.
Mas Jesus é a Pedra fundamental do Edifício da Igreja. Os demais, são servidores do Povo fiel.
4 – A 2ª. Leitura – Fl 3,20-23 – nós a escolhemos, pois é uma, entre outras, indicada para a missa de 7º.dia de falecimento(hoje de nosso querido Mário Púlici). Nós cristãos, por conta de nossa fé em Jesus, Divino Salvador, somos cidadãos do céu; mas, somos filhos(as) amados do Abbá!Pai! e nosso destino final é a Casa de Deus, as moradas eternas que Jesus preparou para todos, junto de Deus seu Pai e nosso Pai. Cremos firmemente que o Senhor Ressuscitado fará de nosso corpo mortal, um corpo glorioso e luminoso, levando assim a cabo a obra começada. (Sl 137). Por isso tantas vezes professamos: Cremos na Vida eterna, cremos na Ressurreição, cremos na comunhão dos santos. Amém.
5 – Nesse domingo, comemoramos também, dentro do mês vocacional – a presença e missão dos leigos na Igreja e no mundo (na sociedade).
A Missão própria dos cristãos leigos e leigas, é no vasto e conflitivo mundo, nos espaços onde a vida acontece: na família, no trabalho e na política; na cultura e educação; nas artes e ciências; na política e comunicação e no cuidado da Casa Comum.
Os leigos e leigas são chamados a atuar nos âmbitos da política, nos cargos públicos, nos conselhos de direitos e movimentos populares, como fermento na massa, sal da terra e luz do mundo, testemunhando sua fé em Jesus Cristo e no seu Evangelho (Cfr DGAE; CNBB; 2026-2032, No. 72-73)
Pe. Nadai
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