1. Uma pergunta: quem me ensinou essa Oração? Pais: o pai, a mãe? Os avós? A catequista? Certamente ainda hoje, essa oração é a que mais rezamos: pessoalmente, na família, na Comunidade… Os Evangelhos legaram-nos duas versões dessa Oração: a de Mateus e a de Lucas. Elas basicamente coincidem, com pequenas diferenças que se devem […]
4/08/2025
1. Uma pergunta: quem me ensinou essa Oração? Pais: o pai, a mãe? Os avós? A catequista?
Certamente ainda hoje, essa oração é a que mais rezamos: pessoalmente, na família, na Comunidade…
Os Evangelhos legaram-nos duas versões dessa Oração: a de Mateus e a de Lucas.
Elas basicamente coincidem, com pequenas diferenças que se devem respectivamente às fontes e aos destinatários dos Evangelhos de Mateus e de Lucas.
2. Hoje nós ouvimos o Pai-Nosso na versão de Lucas. Então vamos nos ater a essa versão.
Muitas vezes os Evangelhos narram que Jesus se retira para algum lugar para orar: o deserto, a montanha, o horto, enfim, um lugar ermo, tranqüilo, silencioso… Isso faz pensar…
Quando um discípulo pede-lhe: “Senhor, ensina-nos a rezar…” Jesus não terá improvisado de repente uma oração qualquer…
Então, Jesus deixa brotar de seus lábios, sua experiência e vivência profundas que tinha com Deus, o Abba! Pai!
Por isso a primeira palavra é a invocação – Pai! Abba! Certamente acompanhada de um gesto e olhar elevados ao alto…
A invocação tão pronta e surpreendente, remete-nos a três passagens marcantes da Vida de Jesus:
3. Portanto, Pai é sempre a primeira palavra de Jesus ao se dirigir a Deus.
Pai, dá-nos hoje o pão de cada dia.
É a primeira das três petições/súplicas do Pai-Nosso.
O pão, o alimento, o sustento e demais suprimentos para o Bem Viver não faltem a nenhum filho de Deus.
Porém, Segundo relatório da ONU, cerca de 1 bilhão de pessoas passam fome no Mundo e mais de 2 bilhões enfrentam insegurança alimentar. Concentração maior dessa situação está na África, onde hoje acontece a maior tragédia humana. Não podemos ser indiferentes a essa alarmante realidade. Não basta rezar. Temos que lutar, apoiar as organizações humanitárias que prestam socorro a tais populações.
Pai: “Perdoa-nos as nossas dívidas como também nós perdoamos aos nossos devedores.”
Sim, precisamos do perdão e da misericórdia divina sempre. Também nós não queremos alimentar ressentimentos e desejos de vingança contra ninguém. Longe de nós, Senhor, o veneno do ódio…
Pai, Não nos deixes cair em tentação.
Não nos deixes sucumbir à tentação de rejeitar o teu Reino e tua justiça. Dá-nos um coração compassivo e bondoso como o teu para convivermos fraternalmente com nosso próximo… Que sejamos bons como tu és Pai de bondade. Sejamos misericordiosos como tu Abba! Pai és misericordioso! Assim seja! AMÉM.
Pe. José Arlindo de Nadai
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