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Homilia – Pe. Nadai | “A Oração de Jesus”, 17º Domingo do Tempo Comum

1. Uma pergunta: quem me ensinou essa Oração? Pais: o pai, a mãe? Os avós? A catequista? Certamente ainda hoje, essa oração é a que mais rezamos: pessoalmente, na família, na Comunidade… Os Evangelhos legaram-nos duas versões dessa Oração: a de Mateus e a de Lucas. Elas basicamente coincidem, com pequenas diferenças que se devem […]

4/08/2025

1. Uma pergunta: quem me ensinou essa Oração? Pais: o pai, a mãe? Os avós? A catequista?

Certamente ainda hoje, essa oração é a que mais rezamos: pessoalmente, na família, na Comunidade…

Os Evangelhos legaram-nos duas versões dessa Oração: a de Mateus e a de Lucas.

Elas basicamente coincidem, com pequenas diferenças que se devem respectivamente às fontes e aos destinatários dos Evangelhos de Mateus e de Lucas.

2. Hoje nós ouvimos o Pai-Nosso na versão de Lucas. Então vamos nos ater a essa versão.

Muitas vezes os Evangelhos narram que Jesus se retira para algum lugar para orar: o deserto, a montanha, o horto, enfim, um lugar ermo, tranqüilo, silencioso… Isso faz pensar…

Quando um discípulo pede-lhe: “Senhor, ensina-nos a rezar…” Jesus não terá improvisado de repente uma oração qualquer…

Então, Jesus deixa brotar de seus lábios, sua experiência e vivência profundas que tinha com Deus, o Abba! Pai!

Por isso a primeira palavra é a invocação – Pai! Abba! Certamente acompanhada de um gesto e olhar elevados ao alto…

A invocação tão pronta e surpreendente, remete-nos a três passagens marcantes da Vida de Jesus:

  • Batismo: Logo que Jesus saiu da água, viu o céu se rasgando e ouviu uma voz: “Tu és meu Filho amado, em ti encontro o meu agrado.” (Mc 1,10)
  • Transfiguração no alto da montanha: Da nuvem saiu uma voz que dizia: “Este é o meu Filho, o Escolhido. Escutem o que Ele diz.” (Lc 9,35)
  • Na hora da morte, crucificado: Jesus dá um grande grito: “Pai, em tuas mãos entrego o meu espírito.” (Lc 23,46)

3. Portanto, Pai é sempre a primeira palavra de Jesus ao se dirigir a Deus.

  • Expressa: confiança, intimidade, reciprocidade… Pai-filho.
    Pai, Santificado seja o teu nome. (primeiro desejo)
  • Não é um pedido, mas a expressão do mais profundo desejo(anseio) de seu coração de Filho: que Deus seu Pai seja conhecido, respeitado, venerado e invocado por todos os seus filhos(as).
    Somos filhos(as) do Abba! Pai! No Filho Jesus… Ele Cabeça do Corpo da Igreja, nós membros.
    Ele, tronco da Videira, nós ramos.
    – Pai, Venha o teu Reino.(segundo desejo)
    O Reino ou reinado de Deus, no mundo é a grande paixão, objetivo e sonho de Jesus.
    Reino da Verdade, da Justiça e da Paz para todos os filho de Deus. O Reino de Deus, será sempre a Boa Notícia para os Pobres… Um mundo onde todos sejamos irmãos; e possamos desfrutar, igualmente, dos bens da Terra. Situações de guerra, morte e fome como em Gaza e em alguns países da África, são a negação do Reino de Deus.
    Missão dos discípulos, anunciar o Reino, lutar para que ele aconteça…
  • Curar os sofredores de seus males
  • Libertar as pessoas de toda opressão
  • Aliviar as dores
  • Consolar os aflitos…

Pai, dá-nos hoje o pão de cada dia.

É a primeira das três petições/súplicas do Pai-Nosso.

O pão, o alimento, o sustento e demais suprimentos para o Bem Viver não faltem a nenhum filho de Deus.

Porém, Segundo relatório da ONU, cerca de 1 bilhão de pessoas passam fome no Mundo e mais de 2 bilhões enfrentam insegurança alimentar. Concentração maior dessa situação está na África, onde hoje acontece a maior tragédia humana. Não podemos ser indiferentes a essa alarmante realidade. Não basta rezar. Temos que lutar, apoiar as organizações humanitárias que prestam socorro a tais populações.

Pai: “Perdoa-nos as nossas dívidas como também nós perdoamos  aos nossos devedores.”

Sim, precisamos do perdão e da misericórdia divina sempre. Também nós não queremos alimentar ressentimentos e desejos de vingança contra ninguém. Longe de nós, Senhor, o veneno do ódio…

Pai, Não nos deixes cair em tentação.

Não nos deixes sucumbir à tentação de rejeitar o teu Reino e tua justiça. Dá-nos um coração compassivo e bondoso como o teu para  convivermos fraternalmente com nosso próximo… Que sejamos bons como tu és Pai de bondade. Sejamos misericordiosos como tu Abba! Pai és misericordioso! Assim seja! AMÉM.

 

Pe. José Arlindo de Nadai

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